Caso de sucesso — Caso 02 · Automação de processos

eMAS
Automation Suite

Uma consultoria de estrangeria em Madrid operava num processo 100% manual, disperso entre WhatsApp, e-mail, ERP e pastas de arquivo. Construímos a plataforma que executa o ciclo de vida completo sozinha — do primeiro contato do lead à entrega do documento oficial e à venda seguinte.

ClienteConsultoria de estrangeria · Madrid
SetorServiços jurídico-administrativos · Madrid
Stack.NET 8 · React · PostgreSQL · Hangfire
Duração~2 meses · 6 fases
9
Módulos integrados numa plataforma única
6
Sistemas externos orquestrados
€0
Custo recorrente em licenças de RPA
1×
Única digitação de cada dado, em todo o ciclo

Resumo executivo

O produto da empresa era um processo. E o processo era feito de gente.

A consultoria capta o cliente, entende sua situação, recolhe documentação, preenche formulários oficiais do Estado espanhol, cobra, acompanha prazos e — quando o processo termina — identifica o próximo serviço de que aquela mesma pessoa vai precisar.

Nada disso era software. Uma pessoa lia o WhatsApp, outra criava o contato no ERP, outra abria a pasta no drive, outra digitava os mesmos dados num PDF do Ministério, outra lembrava de cobrar, outra lembrava de perguntar “e a sua esposa, já tem o NIE?”. Cada etapa era um ponto de falha e um custo.

Desenhamos e construímos o eMAS: uma plataforma de orquestração que conecta os sistemas que a empresa já usava, automatiza o que tinha API, automatiza por RPA próprio o que não tinha, e coloca por cima uma camada de inteligência comercial que transforma o histórico operacional em pipeline de vendas.

O resultado não é uma ferramenta — é uma fábrica de processos configurável. A equipe de negócio cria um serviço novo, monta o formulário arrastando componentes, sobe o PDF oficial, liga campo com campo, define o fluxo de tarefas, e a plataforma passa a executar aquele serviço de ponta a ponta sem que uma linha de código seja escrita.

O que torna esse negócio caro de operar à mãoConsequência
Formulários oficiais rígidosModelos do governo com centenas de campos, nomenclatura interna caótica e zero tolerância a erro. Um campo errado = processo devolvido = semanas perdidas.
Múltiplos beneficiários por vendaUm orçamento não é “um cliente, um serviço”. É uma família de quatro pessoas, três serviços diferentes, cada um com seus documentos e seu prazo.
Ciclo de vida longo e encadeadoQuem tira o NIE hoje precisa de outro serviço em seis meses. Essa recorrência é a maior fonte de receita — e era gerida por memória humana.

O problema

Oito dores, uma causa comum

Mapeamos o processo inteiro antes de escrever qualquer código. O padrão que apareceu foi sempre o mesmo: o ser humano era a integração entre os sistemas — e a capacidade da empresa era, portanto, linearmente limitada pelas horas da equipe.

Dor 01

Reintrodução de dados em cascata

O mesmo nome, NIE, endereço e data de nascimento eram digitados pelo menos quatro vezes: no WhatsApp, no ERP, no PDF oficial e na pasta do drive.

Dor 02

Sistemas que não se falavam

Descobrir “em que ponto está o processo do Sr. X” exigia abrir quatro abas e perguntar a duas pessoas.

Dor 03

Funcionalidades críticas sem API

Criar pastas de projeto, convidar a equipe e anexar documentos no ERP simplesmente não é exposto por API pública.

  • Preenchimento manual de formulários oficiais — abrir o PDF do Ministério e datilografar, com nomes de campo internos inconsistentes e não documentados.
  • Documentação perdida ou pesada demais — fotos de passaporte de 12 MB por WhatsApp, acima do limite de upload dos sistemas de destino.
  • Follow-up dependente de memória — “o cliente ainda não mandou o certificado de antecedentes” vivia na cabeça de alguém.
  • Zero inteligência comercial — a empresa não sabia responder com dados qual a taxa de conversão de um serviço para o seguinte, nem quanto tempo passava entre uma venda e a próxima.
  • Nenhuma rastreabilidade — quando algo dava errado, não havia log. Não se sabia o que tinha sido enviado a quem, quando, nem qual resposta veio.
A pessoa deixou de ser a integração entre os sistemas.

É essa frase, e não uma lista de funcionalidades, que resume o que mudou.

O antes e o depois

Da papelada ao piloto automático

FIG 01 · O mesmo processo, antes e depois do eMAS● REC
Comparação entre o processo manual e o processo orquestrado pelo eMAS

O princípio de desenho veio antes da primeira linha de código: o eMAS não foi construído como “um sistema que faz os serviços daquela consultoria”, mas como um motor genérico que executa serviços definidos por configuração.

  • Um serviço, no eMAS, é a composição de: um formulário + um ou mais templates de PDF + um mapeamento entre eles + workflows de tarefas + os documentos exigidos + relações de sucessão com outros serviços.
  • Nada disso está em código. Está no banco, e a equipe de negócio configura pela interface.
  • Adicionar o vigésimo serviço custa uma tarde de configuração, não um sprint de desenvolvimento.
Por que isso importa comercialmenteA consultoria pode responder a uma mudança regulatória em dias, não em ciclos de desenvolvimento — e sem depender de nós para isso.
FIG 02 · Arquitetura da plataforma● REC
Diagrama da arquitetura do eMAS com orquestrador, motores e jobs

A plataforma se organiza em torno de um orquestrador central (EmasService), quatro motores especializados — documental, comunicação, sincronização e RPA — e uma camada de jobs do Hangfire com estado persistido, que garante que nada se perde se o servidor cair no meio de uma execução.

01

Módulo 01

Portal do cliente e motor de formulários

O problema: cada serviço pede informações diferentes. Vinte formulários codificados à mão seriam vinte componentes para manter, testar e traduzir — e cada pedido do negócio viraria um ticket de desenvolvimento.

1.1Um construtor visual, um renderizador dinâmico

No back-office, um form builder com canvas de arrastar-e-soltar em grid responsivo. No portal do cliente, um renderizador que interpreta essa definição em tempo de execução. O formulário deixa de ser código e passa a ser dado.

1.3Valor gerado

O cliente final passa a ter uma experiência de produto digital, não de troca de e-mails. E a consultoria ganha autonomia total: criar ou alterar um formulário virou tarefa de negócio, não de TI.

1.2O que o cliente final encontra

  • Estrutura em passos com título, texto e layout próprios por passo.
  • Trilíngue nativo (PT/ES/EN) em rótulo, placeholder, ajuda e listas de valores — é tradução de conteúdo, campo a campo, não de interface.
  • Visibilidade condicional: um campo só aparece se outro estiver marcado, e campos ocultos saem automaticamente da validação.
  • Validação de documentos espanhóis — NIE, DNI e código postal — no momento da digitação.
  • Assinatura digital em canvas, com aceite de termos e captura visual do que foi assinado.
  • Rascunho com auto-save: o cliente para no meio e volta dias depois, de outro dispositivo, sem perder nada.
  • Upload em staging: os arquivos sobem assim que são escolhidos e são referenciados por identificador, não carregados na memória do navegador. Se o cliente abandona, nada se perde; se conclui, os arquivos são promovidos.
  • Anexos extras com comentário obrigatório — pode enviar o que não estava previsto, desde que explique o que é.
02

Módulo 02

Motor de orquestração

O problema: um orçamento aceito não diz “o cliente comprou o serviço X”. Diz “3 unidades da linha A com a etiqueta nac_residencia, 2 da linha B com arraigo, e a família tem 4 pessoas em campos personalizados”. Traduzir isso em processos é um problema combinatório real, não um if.

FIG 03 · Do orçamento aceito ao processo aberto● REC
Diagrama do decompositor de ofertas do eMAS

2.1O decompositor de ofertas

  • Constrói um inventário de etiquetas a partir das linhas do orçamento, somando quantidades.
  • Carrega as receitas de serviço do banco — cada serviço definido como um conjunto de workflows obrigatórios.
  • Executa um loop de construção: enquanto for possível montar um serviço completo com as etiquetas disponíveis, monta e consome o estoque.
  • Cruza com o mapa de beneficiários, validando que cada pessoa está presente em *todos* os workflows exigidos — a quantidade possível é limitada pelo workflow com menos menções.
  • Materializa uma CustomerServiceOrder com N SoldService: um por serviço e por beneficiário.

2.2E então, para cada combinação válida

O motor cria o projeto no ERP com nome padronizado, popula com listas Kanban e as tarefas do workflow, gera a estrutura de pastas no drive a partir de templates parametrizáveis, dispara o RPA para o que a API não expõe, e marca a oferta com uma etiqueta de processamento — o que garante que o mesmo orçamento nunca é processado duas vezes.

2.3Técnica aplicada

  • Hangfire para jobs recorrentes, agendados e enfileirados, com estado persistido: se o servidor cair no meio, o trabalho não se perde.
  • Lock distribuído por atributo — um filtro que, no cliente, *cancela a criação* do job se o recurso já estiver ocupado e, no servidor, mantém o bloqueio durante toda a execução. Duas instâncias do RPA nunca disputam o mesmo perfil de navegador: uma classe inteira de bugs de concorrência eliminada por desenho.
  • Padrão fire-and-poll — a API devolve 202 Accepted com um identificador de job e o front acompanha o estado real. Nada de requisições HTTP de dez minutos.
  • Retentativas com backoff nas chamadas ao ERP, para absorver latência e inconsistência eventual da API de terceiros.

2.4Valor gerado

Uma venda aceita se converte sozinha em toda a infraestrutura operacional necessária para executá-la. O tempo entre “o cliente disse sim” e “o processo está pronto para começar” caiu de horas de trabalho administrativo para segundos de execução automática.

03

Módulo 03

Motor documental

O problema: os PDFs oficiais do Estado espanhol são AcroForms com nomes de campo internos indecifráveis. No Certificado de Residencia Comunitaria, o campo do primeiro sobrenome se chama CP, o do e-mail se chama DN IN IEPAS. Não existe convenção. Nenhum mapeamento pode ser adivinhado.

FIG 04 · Do PDF indecifrável ao documento preenchido● REC
Diagrama do pipeline documental do eMAS

3.1Descoberta, batismo e mapeamento

Ao subir um PDF, a plataforma o inspeciona, extrai a lista completa de campos com seus tipos e gera uma cópia anotada visualmente — cada campo marcado com seu identificador interno. É esse artefato que torna humanamente possível mapear um formulário que ninguém documentou. O operador então dá a cada campo críptico um nome legível, com validação de unicidade em tempo real: o caos externo fica encapsulado.

3.3Otimização de arquivos em cascata

Todo arquivo que entra passa por um otimizador com limite-alvo. A rasterização não é um passo único: percorre uma escada de combinações de DPI e qualidade, mede o resultado a cada nível e para no primeiro que atinge o alvo, guardando sempre o menor resultado obtido como fallback. Isso preserva a melhor legibilidade possível dentro da restrição — em vez de destruir a qualidade por precaução.

3.2O mapeamento é mais rico que um de-para

  • 1 → N — um campo web alimentando vários campos do PDF.
  • Concatenação — dois campos web preenchendo o mesmo campo do PDF, com junção automática.
  • Decomposição por tipo — um NIE digitado de uma vez é fatiado automaticamente em letra inicial, corpo numérico e letra final, porque o modelo oficial exige três caixas separadas.
  • Tradução de valores — “Casado” vira a seleção de checkbox específica daquele modelo.
  • Valores fixos — campos sempre preenchidos com o mesmo conteúdo, sem passar pelo cliente.
  • Herança de mapeamentos — importar a configuração de um serviço parecido e ajustar só as diferenças, o que reduz a configuração de um serviço novo de horas para minutos.

3.4Valor gerado

O erro de transcrição em formulário oficial — a falha mais cara do negócio, porque custa semanas de reprocessamento e credibilidade junto ao cliente — deixa de ser possível por construção. O dado é digitado uma vez pelo próprio interessado e flui, validado, até o documento oficial.

04

Módulo 04

RPA proprietário

O problema: ações essenciais do ERP não têm API pública, e o sistema ainda exige autenticação de dois fatores por e-mail. As plataformas de RPA de mercado resolveriam — ao custo de licenças recorrentes, por robô, indefinidamente, numa empresa cuja margem depende de custo operacional baixo.

FIG 05 · Automatizar o que não tem API● REC
Diagrama do motor de RPA proprietário do eMAS

4.1Um motor próprio, embutido na mesma aplicação

  • Perfis de navegador persistentes por robô. Manter sessão e cookies entre execuções reduz drasticamente a frequência de desafios de segurança — é o que torna o robô estável em produção, não apenas em demonstração.
  • Superação automática de 2FA: um leitor de caixa de entrada obtém o código mais recente, com laço de retentativa que detecta código inválido pelo estado do DOM, busca o próximo e tenta de novo, até um limite configurado.
  • Verificação de sucesso por elemento-âncora — o robô não assume que o login funcionou; confirma pela presença de um elemento que só existe na área autenticada.
  • Encerramento defensivo — fecha, encerra e libera o driver em blocos independentes e aguarda ativamente a liberação do arquivo de lock do perfil antes de devolver o controle. Sem isso, a execução seguinte falharia por perfil ocupado: o modo de falha clássico de RPA em produção.
  • Navegação por iframes aninhados, porque as telas legadas do ERP vivem dentro de iframes, às vezes em dois níveis.
  • Serialização em fila — todo trabalho de RPA passa pelo lock distribuído, garantindo execução única por recurso.

4.2O híbrido que vale a pena conhecer

No caso do WhatsApp, em vez de navegar clique a clique, o robô faz login, extrai o token do armazenamento local do navegador e passa a consumir a API interna diretamente, com paginação. É a robustez de uma chamada HTTP com o acesso de uma sessão de navegador.

4.3Valor gerado

Todas as funcionalidades do ERP passam a ser automatizáveis, incluindo as que o fornecedor nunca pretendeu expor. E o custo recorrente de licenciamento de RPA — que numa operação como esta seria uma linha permanente no orçamento — é zero.

Módulo 05

Sincronização documental

O problema: documentos precisam existir em dois lugares ao mesmo tempo — na pasta do cliente no drive, onde a equipe trabalha, e anexados ao projeto no ERP, onde o processo vive. Manter isso à mão é garantia de divergência.

5.1Duas vias complementares

  • Reativa — webhooks. Assinaturas de mudança no drive, com validação de origem, deduplicação de notificações por recurso e renovação programada antes da expiração.
  • Incremental — Delta Query. Em vez de varrer o drive inteiro, a plataforma persiste o ponteiro de delta e pergunta apenas *o que mudou desde a última vez*, tratando paginação e itens excluídos.
  • E o detalhe que separa laboratório de produção: os erros de estado de sincronização perdido são capturados e disparam uma ressincronização completa automática, em vez de quebrar.

5.2Identidade em metadados, não em nome

Pastas de cliente e de projeto são identificadas por prefixos gravados no campo de descrição do item. O vínculo entre uma pasta e um projeto do ERP sobrevive à renomeação da pasta por um usuário — uma decisão pequena que elimina uma fonte contínua de quebras.

5.3Valor gerado

O arquivo que o cliente enviou às 22h de um domingo está, sem intervenção humana, otimizado, na pasta correta, anexado ao projeto correto e visível para a equipe na segunda de manhã.

Módulo 06

Motor de comunicação

O problema: e-mails escritos à mão, um a um, em três idiomas, com o risco permanente de esquecer o follow-up ou de enviar duas vezes.

6.1Uma fila com máquina de estados

  • Templates HTML externos por idioma e por audiência, com variáveis dinâmicas — incluindo seções geradas programaticamente, como a lista de documentos ainda pendentes de cada beneficiário.
  • Identidade externa por e-mail agendado. É essa chave que permite as três operações que fazem a diferença: não duplicar um agendamento, atualizar o conteúdo de um e-mail ainda não enviado, e cancelar um follow-up que deixou de fazer sentido.
  • Conteúdo vivo — se o cliente entrega parte dos documentos antes do disparo, o e-mail agendado é reescrito para refletir apenas o que ainda falta. O cliente nunca recebe cobrança de algo que já enviou.
  • Anexos em object storage — a fila guarda a chave de armazenamento, não o binário: o banco não incha e anexos grandes não travam a fila.
  • Console de operação com pré-visualização fiel do HTML, contagem de tentativas e reenvio manual.
  • Canal desativável por cliente — contatos marcados como personalizados ficam fora da automação, respeitando relações que exigem tratamento humano.

6.2Valor gerado

Comunicação consistente, no idioma do cliente, no momento certo, com conteúdo sempre atualizado — e com um humano no controle sempre que quiser assumir. É a diferença entre automação que parece automação e automação que parece atenção.

07

Módulo 07

Dashboard estratégico e grafo de serviços

O problema: a recorrência é a principal alavanca de receita do negócio, e era gerida por intuição.

FIG 06 · O grafo de serviços e a automação de recorrência● REC
Diagrama do grafo de serviços do eMAS e das métricas derivadas

7.1O grafo

Um editor visual onde a direção desenha o mapa da jornada: cada serviço é um nó, cada relação é uma aresta com propriedades — atraso em dias, probabilidade de conversão, a quem notificar. As posições dos nós são persistidas: o mapa é um artefato de negócio, não um desenho descartável.

7.2A automação que o grafo dispara

Quando um serviço vendido é concluído, o motor lê as arestas que partem daquele nó e, para cada uma, verifica se já existe registro para aquele par (idempotência), cria o log, agenda o job com o atraso configurado e guarda o identificador — o que permite cancelar depois. No disparo, valida se o cliente já comprou o serviço de destino: se sim, marca como ignorado em vez de enviar uma oferta constrangedora do que a pessoa já tem.

7.4Drill-down acionável

Clicar num número abre a lista nominal de pessoas por trás dele — nome do beneficiário, cliente, dias parado no estágio, estado da automação e o serviço de origem que gerou aquela oportunidade. A métrica deixa de ser um número num painel e vira uma lista de ligações a fazer hoje. E o comercial pode descartar uma oportunidade com justificativa: ela sai do pipeline, das métricas e da automação — o sistema aprende com o julgamento humano em vez de insistir contra ele.

7.3Métricas derivadas da topologia real

MétricaComo é calculadaPara que serve
Funil de profundidadeQuantos clientes têm 1, 2, 3+ serviços concluídos, com a queda entre camadasMostra onde a relação com o cliente morre
Conversão do grafoPor nó com saída, a fração de beneficiários que concluíram a origem e adquiriram algum destinoMede a força real de cada caminho da jornada
Time to upsellMédia de dias entre serviços consecutivos do mesmo clienteCalibra o atraso ideal de cada aresta
Pipeline de potencialSoma dos preços-base dos serviços de destino ainda não adquiridos, excluídas as oportunidades descartadasReceita identificada e endereçável, hoje

Mais dois pilares

Pagamentos e governança

Pagamentos omnichannel

Impor um único meio de pagamento a um público internacional é perder vendas. Três caminhos convergem para o mesmo estado de “pagamento confirmado”, que é o gatilho para a continuidade do processo:

  • Cartão internacional com confirmação sem redirecionamento.
  • Link de pagamento bancário com verificação ativa e cíclica do estado: em mobile, o cliente sai para pagar e, ao voltar, o eMAS já detectou a confirmação. A conciliação é automática.
  • Transferência com upload do comprovante, que segue pelo mesmo pipeline de otimização e arquivamento dos demais documentos.

Governança e observabilidade

Camada transversal, construída desde o primeiro dia — não acrescentada depois:

  • Auditoria total por middleware — toda requisição registrada no início e no fim, com payload, código de estado e duração em milissegundos.
  • Correlação distribuída — um identificador percorre a requisição inteira, atravessando limites de sistema. É possível reconstruir a história completa de um evento como uma linha do tempo única.
  • Auditoria semântica além do HTTP — eventos de negócio classificados por tipo, sistema de origem e destino. Não é log de servidor: é o registro do diálogo entre sistemas.
  • Jobs monitoráveis com histórico de estados e mensagem de exceção acessíveis pela interface — a equipe vê o que falhou e por quê, sem abrir um terminal.

Engenharia

As decisões que fizeram a diferença

DecisãoAlternativa comumPor que a nossa escolha ganha
Configuração no banco, não em códigoUm controlador por serviçoO negócio cria serviços sozinho; o custo marginal do enésimo serviço tende a zero
RPA proprietárioLicenciar uma plataforma de mercadoCusto recorrente zero, integração nativa com a lógica de negócio, controle total do comportamento
Lock distribuído declarativoSemáforos espalhados no códigoColisões impossíveis por desenho, não por disciplina do desenvolvedor
Delta Query com recuperação de estado perdidoVarredura completa periódicaOrdens de magnitude menos chamadas de API, e resiliência quando o estado de sincronização se perde
Fire-and-poll com 202 AcceptedRequisição HTTP síncrona longaNenhum timeout, feedback de progresso real, servidor liberado
Identidade de pastas em metadadosVínculo pelo nome da pastaSobrevive à renomeação por usuários — elimina uma classe inteira de quebras
Identidade externa na fila de e-mailsEnfileirar e esquecerPermite não duplicar, atualizar conteúdo antes do envio e cancelar
Upload em stagingArquivos na memória do navegador até submeterNada se perde em abandono; suporta arquivos grandes; formulário retomável
Otimização em cascata com alvoCompressão de taxa fixaPreserva a máxima qualidade compatível com o limite, em vez de degradar por precaução
Elemento-âncora no RPAConfiar em sleepRobô determinístico, com falha explícita e diagnosticável
Idempotência por etiqueta no ERPControle apenas internoO estado de processamento fica visível também para quem trabalha dentro do ERP

Stack tecnológico

As peças e seus papéis

Frontend

React 18 + Vite
Portal, back-office e dashboard
react-i18next
PT / ES / EN em conteúdo, não só em interface
React Flow
Editor visual do grafo de serviços
react-grid-layout
Canvas do construtor de formulários
pdf.js
Pré-visualização de modelos oficiais

Backend

.NET 8
ASP.NET Core Web API
Entity Framework
Persistência e migrações
PostgreSQL
Configuração, pedidos, logs e auditoria
Hangfire
Jobs, agendamentos e locks distribuídos
JWT + Identity
Autenticação e hash de senhas

Documentos e mídia

iText 7
AcroForms: leitura e preenchimento
SkiaSharp
Rasterização e recompressão
Syncfusion
Conversão de Office para PDF
MinIO
Object storage para anexos

Automação e integrações

Selenium WebDriver
Motor de RPA com perfis persistentes
API do drive
Webhooks e sincronização incremental
API do ERP/CRM
Contatos, ofertas e projetos
Gateways de cartão e bancário
Pagamentos omnichannel
Agenda e chat externos
Captação de leads

Benefícios

O que mudou para cada um

Para a direção

  • Visão em tempo realFunil, conversão, churn, LTV e pipeline potencial — calculados sobre a operação real, não sobre suposições.
  • Crescer sem crescer a folhaA capacidade deixou de ser função do número de horas trabalhadas.
  • A jornada virou artefatoO mapa do cliente é editável no sistema, não conhecimento tácito na cabeça de pessoas.

Para o comercial

  • Lista de quem ligar hojeNominal e priorizada, com o motivo e a origem de cada oportunidade.
  • Cross-sell automáticoFollow-up disparado no momento calculado, e não quando alguém lembra.
  • Pipeline limpo e crívelPoder de descartar oportunidades com justificativa, e o sistema respeita.

Para operações

  • Zero digitaçãoNenhum dado que o cliente já forneceu é redigitado.
  • Infraestrutura criada sozinhaProjetos, pastas, tarefas e permissões, sem intervenção.
  • Visibilidade de quem está paradoE há quantos dias — sem perguntar a ninguém.

Para o cliente final

  • Um único portalNo seu idioma, em vez de uma sequência de e-mails.
  • Pode parar e retomarDe outro dispositivo, dias depois, sem perder nada.
  • Nunca é cobrado duas vezesNem de um documento que já enviou.
  • Formulários sem erroPreenchidos a partir do que ele mesmo digitou, uma única vez.

Resultados

O que já é estrutural

IndicadorAntesDepois
Digitações do mesmo dado4 ou mais1
Custo recorrente de licenças de RPAlinha permanente no orçamento€ 0
Tempo entre aceitação da oferta e abertura do processohoras de trabalho administrativosegundos
Integrações necessárias para lançar um serviço novoum ciclo de desenvolvimentouma tarde de configuração
Sistemas que a equipe precisa abrir para saber o estado de um processoquatro abas e duas pessoasum painel
Sobre os númerosOs indicadores acima são estruturais: decorrem do desenho da plataforma e são verificáveis. Os ganhos de tempo médio por processo, taxa de erro e conversão de cross-sell estão em medição junto ao cliente e serão publicados quando houver série suficiente — não como estimativa apresentada como medição.

Também são observáveis desde já: a eliminação estrutural da reintrodução de dados entre sistemas, o follow-up de documentação que deixou de depender de memória humana, e o cross-sell que passou de oportunista a sistemático e mensurável.

O que fica é uma plataforma que não resolve os problemas de hoje daquela consultoria — resolve a classe de problemas a que eles pertencem.

Execução

Seis fases, cerca de dois meses

FaseDuraçãoEntregáveis
1 · Descoberta e desenho3 diasMapeamento de processos, arquitetura técnica, UX/UI e modelo de dados
2 · Backend e integrações2 semanasAPI REST, lógica de negócio, integrações com o drive e o ERP, geração de PDF
3 · Frontend1 semanaFormulários dinâmicos, interface do dashboard, conexão com a API
4 · RPA2 semanasRobôs, ambiente de execução, gestão de credenciais e exceções
5 · Dashboard e comunicação2 semanasCálculo de métricas, grafo de serviços, motor de e-mail e recomendação
6 · Testes e entrega1 semanaTestes de integração, desempenho e segurança, UAT, produção e documentação

Próximo projeto

Tem um processo manual que devia rodar sozinho?